quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Silent Night

"Então é Natal... e o que você fez?" Enfim a data mais querida por mim. Eu nunca tive motivo aparente ou boas recordações no natal, pelo menos as que pudesse fazer eu me lembrar. Entretanto, esta data é bastante significativa para mim. É a data em que lembramos do nascimento de Cristo, a data em que desejamos uns aos outros a paz, o amor e bons votos para o ano que irá começar. É uma data que sempre me deixa emocionado e, embora a data aqui no Brasil não seja comemorada como deveria, sinto a tal "magia" do natal ao redor.
Há um conto, chamado de "Um conto de Natal", escrito por Charles Dickens sendo publicado no inverno de 1843. Não querendo apagar a linda história bíblica, mas esta é minha história de Natal preferida. Nela, pude perceber, desde criança, a alegria de Natal e o que ele significa: amor, esperança, doação e amizade. Quem não conhece, a história conta a história de Ebenezer Scrooge, um homem velho e ganancioso, que através do tempo, perdeu tudo o que mais valia de importante na vida, para poder enriquecer. Durante a noite de Natal, ele recebeu 3 visitas que mudaram seu modo de ver o Natal e a vida. É uma linda história e recomendo a todos a lerem e/ou assistirem o filme.
Durante muito tempo, desejei passar um natal com uma linda e estonteante Árvore de Natal, com muitas luzes, presentes, neve, ceia de Natal farta e até mesmo sair de casa para ir em alguma festa. Contudo, a medida que o tempo passou, fui percebendo que tais coisas não são fundamentais para que o dia pudesse ser especial. No Natal, você é convidado a rever o nascimento de Jesus. Esse Deus que é tão imenso, mas que quis se fazer pequeno, para vim a nós, para nos salvar e para se fazer igual a nós, com exceção do pecado. Ele que nasceu em um lugarzinho nada digno de um Rei... Ele que foi deitado numa manjedoura... Ele que foi adorado primeiro pelos pobres animais daquele estábulo. Então é esse o nosso Deus, que se fez pequenino e indefeso. Que possamos lembrar desse momento e ver o exemplo que Jesus nos deu: humildade.
Que possamos tentar ser pelo menos um pouquinho do que aquele menino foi, do que Maria foi, do que José foi. Cada um com seu papel especial naquele cenário. Jesus, nos dando o exemplo de humildade e trazendo o sinal de esperança para o mundo inteiro; Maria, exemplo de coragem, de quem sabe sonhar os sonhos de Deus e aceitar cada plano de Deus na sua vida; José, que recebeu uma grande missão, o de cuidar de dois grandes tesouros de Deus: Jesus e Maria. Além dos três centrais, temos os outros personagens no presépio: os Reis Magos, os pastores e os animais.
Vendo como a data é celebrada hoje, me entristece, visto o fato que as pessoas já não se recordam mais pelo aniversariante, mas se preocupam com o que vão comer, vestir ou que darão de presente nas confraternizações e ceias de natal. Ainda tem aquelas que se preocupam em criticar o bom velhinho. Está certo que ele não deve ser o foco, mas São Nicolau foi um bom homem e qual criança não cresceu sabendo disso? Além do mais, o Natal, por mais que o celebramos em um dia, ele deve ser lembrado todos os dias e que possa acontecer diariamente em nós. Como Pe. Zezinho fala em sua música "Estou pensando em Deus", o mundo seria realmente um lugar melhor de se viver se o Natal não fosse somente um dia, pois é nele em que as pessoas estão mais abertas para abraçar e perdoar...  para amar. Então, que possamos deixar que o Natal aconteça. Sem fingimentos, sem pressões, sem mágoas e tristezas; mas que a alegria, o amor possa ir de casa em casa, trazendo Cristo nos corações de cada um. Em especial, peço que vocês façam uma oração por aqueles que não tem com quem estar neste dia; os abandonados; as pessoas de rua; aqueles que não tem família; e aqueles que foram expulsos de casa.
Então esses são os meus votos de Feliz Natal, que todos tenham um ótimo final de ano e que o próximo seja repleto de muitas benção e graças de Deus. Que Ele possa estar sempre nascendo em nosso coração, lembrando-nos o real significado do Natal, trazendo-nos o amor, a paz, a alegria e a unidade. Que o Senhor os abençoe infinitamente e que possa sempre permanecer com vós. Deixo com vocês, para meditarem um pouco, uma das minhas músicas de Natal preferida: O Holy Night.






O Holy Night
O holy night, the stars are brightly shining
It is the night of our dear Savior's birth
Long lay the world in sin and ever pining
'Til He appeared and the soul felt its worth
A thrill of hope, the weary world rejoices
For yonder breaks a new and glorious morn'
Fall on your knees, O hear the angels' voices
O night divine
O night when Christ was born
O night divine
O night
O night divine
A thrill of hope, the weary world rejoices
For yonder breaks a new and glorious morn'
Fall on your knees
O hear the angels' voices
O night divine
O night when Christ was born
O night divine
O night divine
O yes, it was
(O night divine)
Oh yes, it was
(O night divine)
O, it is the night of our dear Savior's birth
(O night divine)
It was a holy, holy, holy, holy
(O night divine)
Oh, oh, oh, yes it was
O night divine...

quinta-feira, 15 de maio de 2014

"O amor não cansa, nem se cansa"

Sabe quando você começa a passar por problemas de coração e acaba aparecendo alguém na sua vida, mostrando que te ama e que faria qualquer coisa por ti? Pois é, isso aconteceu comigo. Porém, minha vida acabou ficando bem mais problemática. Eu estava indo super bem, muito bem, obrigado. Mas aí, ela chega e arranca o pouco de paz que havia em mim. Estava eu normalmente fazendo minhas coisas quando recebo uma mensagem no whatsapp e a pessoa chega tão tímida, meio que com vergonha de vir falar comigo.
A tratei da melhor forma possível. Percebi que a pessoa estava interessada em mim e decidimos combinar um dia para sair. Porém, quanto mais o tempo ia passando, percebi que estava me apaixonando, a medida que ela ia começando a sumir. Você sabe como funciona uma conversa 180º não é? Era sempre eu que perguntava as coisas, como tipo: "como você está?" ou "como foi seu dia?". Isso é muito constrangedor agora, porque paro e me vejo falando com uma parede. Ela me respondia, mas não perguntava nada de volta. 
Na primeira vez que nos beijamos, guardo a data em minha mente/coração, pois foram uns dos melhores encontros que já tive. Está certo que foi rápido, mas estava com quem eu amava. Eu já sabia de todos os podres da pessoa, mas mesmo assim... A pessoa simplesmente sumiu dois dias depois. Sumiu sem dar tchau. Costumamos nos encontrar pela faculdade, mas quando a vejo, sinto meu coração se romper de uma forma que há muito não se rompia.
Dói amar e não ser amado. Às vezes, sinto uma alegria muito grande em meu peito quando mostro um ato de amor. Seja qual for, um abraço, um sorriso, um conselho ou até mesmo simples olhar. Vê-la, tira toda a tristeza que há em mim, pois eu sinto que foi usado e até um pouco humilhado. Sinto que fui alvo de alguma aposta ou brincadeirinha que não foi nem um pouco engraçada para o meu lado. É difícil me controlar quando a vejo. E não consigo guardar tanto para mim. Conversando com uma amiga hoje, ela me disse que sou e provavelmente sempre serei uma incógnita para ela, pois eu não costumo expor os meus sentimentos assim tão facilmente.
Entretanto, sinto que estou cheio. Há uma grande pressão dentro de mim e sinto que estou prestes a explodir. Estou com uma vontade tremenda de sair correndo, gritando e chorando. Estou magoado? Sim! Não quis me apaixonar, isso é fato. Logo você que iria partir logo, mas eu poderia aguentar uma despedida, ou até mesmo um fora, mas nunca um sumiço sem explicações. 

"Foi só um sorriso e um olhar,
Ou a maneira de falar, nem sei dizer
Fui pensando mais em você.
Vai o seu sorriso a iluminar,
E os meus olhos a buscar sem direção
Te encontrei no meu coração,
E eu já queria sempre te ver,
Ter ao meu lado, e estar com você,
Dentro aqui de mim,
Quando dei por mim, já pensava em ter você"

Sim, amar dói e pode trazer sérias consequências, mas sabe, amor que é amor mesmo perdoa. Quem ama, ama. "O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se irrita facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta." ( 1 Cor 13, 4-7) Ele tudo suporta. E é realmente isso. Às vezes, existe aquele amor incubado de ódio, que é quando dizemos que o amor nasceu da raiva. Mas na verdade não. Era sempre amor. A pessoa que tinha uma forma bem diferente de mostrar. Mas é muito difícil ver o amor se transformar em ódio.
Quando se tem amor, o ódio não tem vez. Dói? Sim, demais. Mas não dá para amar e odiar a mesma pessoa ao mesmo tempo. Pode-se ficar chateado uma hora ou outra, mas ódio puro não. Assim está sendo comigo. Impossível odiar ela. Por mais humilhante que tem sido para mim. Por mais que seja doloroso, não dá. O Amor só cresce. Pareço até um idiota, mas a ama demais, a ponto de chegar aos seus amigos mais próximos e perguntar como ela está, se está tudo bem. Mas quem não é quando se está apaixonado?  "Qual é a medida do amor? É um amor sem medida" (São Francisco de Sales).
Então, deixo esta dica: Amem! Quem ama sem a intenção de ser amado, com certeza será amado. E como disse, há várias formas de mostrar este amor, como até mesmo um abraço fraterno. "O essencial não é pensar muito, é amar muito" (Santa Teresa d'Ávila). Não importa se doer, lembre-se que ele tudo suporta. Não se abata. Ame. Viva. Cultive amizades. Cultive amor, levando-o aonde você for. Sabe, é bem melhor cultivar um lindo jardim, com lindas flores e árvores com deliciosos frutos, do que um horroroso e fétido pântano. "Onde há amor, põe amor e colherás amor" (São João da Cruz).

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Animais X Humanos

O que escreverei hoje, é mais como uma forma de crítica a atual sociedade. Bem, a um pouco tempo, algumas pessoas invadiram laboratórios de pesquisa que pesquisavam a cura para o câncer. Porém, eles destruíram tudo, por que o laboratório utilizava animais para realizar os testes. Bem, isso é um assunto um tanto delicado e difícil de falar. Está certo que os maus tratos a animais é totalmente errado, mas será que fazer uma confusão dessas valeu a pena?
Hoje em dia, as pessoas se tornaram mais animalizadas, perdendo o seu senso de humanidade. Em outras palavras, se importam mais com o que os animais sentem, do que com os próprios seres humanos. Vemos muitas vezes animais abandonados nas ruas, mas também vemos muitas pessoas marginalizadas. Mas porque é mais cômodo acolher os animais do que as pessoas? Por que não ser sal e luz para elas? Vejo pessoas gastarem fortunas em animais, seja em clínicas veterinárias, tratamento estético e até mesmo em acessórios. Tratam animais como humanos e humanos em animais.
Vemos animais desfilando vestidos e tratados com a maior realeza/cerimônia. E ai de quem for contra e se opuser. Enquanto há pessoas passando frio nas ruas, pessoas morrendo de fome, pessoas morrendo em filas de hospitais, pessoas que não onde cair morto. Onde foi parar o bom senso? Por favor, não estou dizendo que odeio animais. Eu mesmo tenho um gato e gostaria de criar um cachorro. Eu realmente adoro animais selvagens, mas a minha crítica é em relação às relações que as pessoas estão tendo com os animais, tornando-os humanos.


Os animais foram criados para alguma razão, assim como nós. Eles tem parte no plano de divino de Deus, Eu não sei qual é esse plano, mas se é de Deus, então cara, pode ter certeza que deve ser algo muito bom. Olha só o que Jesus fala sobre isso: "olhai os pássaros do céu, não semeiam nem colhem, nem guardam em celeiros, no entanto, o vosso Pai celeste os alimenta" (Mt 6,26). Deus não colocaria os animais na Terra apenas por puro capricho.
Possuo um grande respeito por esse anjinhos, nunca quis fazer algum mal. Sei que eles estão em meu domínio, pois Deus nos confio a administração dos animais, assim como está no Catecismo da Igreja Católica:

§2417 Deus confiou os animais à administração daquele que criou à sua imagem. É, portanto, legítimo servir-se dos animais para a alimentação e a confecção das vestes. Podem ser domesticados, para ajudar o homem em seus trabalhos e lazeres. Os experimentos médicos e científicos em animais são práticas moralmente admissíveis, se permanecerem dentro dos limites razoáveis e contribuírem para curar ou salvar vidas humanas.

Então, Deus nos deu esse poder sobre os animais. Assim, eles podem ser usados para essas atividades em uma perfeita harmonia com os humanos, como o parágrafo deixou bem claro, podendo ser usados para a alimentação, vestimenta, auxílio no trabalho, lazer (como os animais de estimação) e também nos polêmicos testes científicos, como eu comecei o texto. Porém, mesmo podendo ser usados para tais fins, devemos ter a consciência que também são seres vivos e participam do projeto de Deus. Devemos ser então como São Francisco de Assis e São Filipe de Néri, que dedicavam um grande amor aos animais, dando-os à dignidade que eles o merecem.

§2416 Os animais são criaturas de Deus. Deus envolve-os na sua solicitude providencial. pelo simples fato de existirem, eles O bendizem e Lhe dão glória. Por isso, os homens devem estimá-los. É de lembrar com que delicadeza os santos, como São Francisco de Assis ou São Filipe de Néri, tratavam os animais.


O Catecismo também alerta ao fato de fazer os animais sofrerem, o que não se aplica necessariamente a experimentos científicos, embora a maioria dos casos são registrados lá.

§2418 É contrário à dignidade humana fazer sofrer inutilmente os animais e dispor indiscriminadamente das suas vidas. É igualmente indigno gastar com eles somas que deveriam, prioritariamente, aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, mas não deveria desviar-se para eles o afeto só devido às pessoas.

Esse parágrafo apenas resumiu todo o texto, onde eu critiquei a sociedade que prefere vestir um cachorrinho, do que vestir um mendigo que está na rua passando fome. Bem, encerro este aqui, mostrando a minha indignação com o que a sociedade se tornou e se transformou, com várias "patricinhas com cachorrinhos nas bolsas" ignorando seres humanos nas ruas, seres esses que morrem de fome, frio e que precisam de amor, amor esse que foi destinado para os seus animais. Lembrando, que não sou contra os animais, que realmente os amo e que eu não critico apenas as pessoas que usam animais como humanos, mas também aqueles que usam animais como se fossem nada, apenas usando-os para seus propósitos egoístas.


sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Apenas um desabafo

Há mais de um ano não escrevo. Senti muita falta. 2013 não foi um ano fácil para mim, faculdade apertou, depois veio um relacionamento que acabou machucando muito alguém, entre outras coisa. O que salvou mesmo o ano foi a JMJ Rio 2013, que realmente foi inesquecível e que merece um texto contando meu testemunho, porém não agora. Vim falar de algo que sinto muito a falta. De amigos.
Escrevo esse texto como um desabafo, como uma forma de colocar toda a minha dor nas últimas semana para fora. Você alguma fez foi traído por um amigo? Simplesmente recebeu uma apunhalada no coração? Pois eu sim e cara, como doeu. Colocar uma pessoa na tua casa e chamar ela de amigo realmente é algo muito importante, pois não é qualquer um que você coloca para dentro de casa. Mas esse "amigo" traiu minha confiança e isso nunca esquecerei, infelizmente. Bem, o tempo passou, essa história ocorreu em 2012. Não guardo mais mágoas, mas passei a ser mais cauteloso com as pessoas para poder chamar de amigo. 
Sabe, entro agora para o quinto período do meu curso da faculdade e penso que provavelmente me formarei sem fazer nenhum amigo. Tipo, a sala toda se interage, mas a turma se dividiu em dois grandes grupos, eu era de um no começo, mas por alguns motivos que não vale a pena contar, decidir me envolver mais com o outro. São pessoas com quem me desenvolvi mais e que me senti mais a vontade. 
Pois bem, entre brincadeiras e estudos, sinto-me com medo de não ter amigos. E revelo a vocês que o meu maior medo é de ficar sozinho. Sou provavelmente a pessoa mais carente que vocês conhecem, mas sim. Todos tem seus medos e esse é o meu. É um certo trauma que tive na minha infância, o que repercutiu até agora. Por favor, não me julgue. Eu queria muito ter alguém para poder sorrir, cantar, chorar, abraçar, partilhar. Alguém para chamar de irmão.
Além desse ambiente, há um outro. Uma comunidade católica onde todos somos irmãos. Lá eu passei muitos bons momentos e alguns poucos maus. Porém, já não me sinto mais querido por lá. Sinto-me sozinho naquela casa. Exceto na presença de Jesus Eucarístico, ninguém mais consegue preencher um vazio em mim. Sinto falta dos irmãos e do amor.

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

AMIGO-IRMÃO

Hoje venho escrever um texto em forma de homenagem a um grande amigo, ou melhor dizendo, ao meu irmão, meu maninho Juniorei, que hoje está fazendo aniversário. Quando conheci Júnior, não lembro exatamente, mas sei que ele estava lá. Foi no TRIBUS 2011, onde ele tava participando pela primeira vez e foi minha primeira vez servindo também.
Após o TRIBUS, ele participou de alguns encontros do Vem e Segue-Me, mas ele depois se distanciou. O tempo foi passando e voltamos a nos encontrar nas conversas do Facebook  Lá, ele me pediu o meu número, pois ele gostava de mandar mensagens para seus amigos. Eu quase nem acreditei no que li; como alguém com quem eu mal conversava, já me considerava como um amigo???
A gente voltou a se encontrar no Rebanhão e eu o convidei a participar dos ensaios do teatro que estavam acontecendo. Ele foi, levou outros amigos e juntos participamos da peça. Como eu fiquei feliz, pois nossa amizade só crescia mais e mais e eu já tinha um carinho muito grande por ele. Em uma de nossas conversas, perguntei porquê ele me tinha como um grande amigo, mesmo sem saber quem era eu de verdade, falei também que eu mal o conhecia, mas ele simplesmente falou que no meu testemunho do TRIBUS 2011, ele viu que me queria como um grande amigo.
O tempo passou e ficamos um tempão sem nos ver, mas nos encontrávamos de vez em quando em eventos, como o Vinde a Mim, Cristotecas da comunidade dele, enfim.. e como eu queria ter todo o tempo do mundo pra parar e conversar direito com ele. Mas sempre falamos, mesmo que seja de 3 em 2 meses. Confio nele e sei que ele também confia em mim. Mesmo mal nos conhecendo, ele me confiou uma coisa muito importante e até hoje guardo com o maior carinho, pois foi uma prova de sua amizade.
Bem, o Júnior é bem espontâneo, às vezes surdo e lerdo, chega a estressar às vezes, mas é meu maninho e com ele tenho a maior paciência, mesmo quando ele passa uma vida sem me mandar um sinal de vida. Mas houve um dia, em que eu me sentia tão sozinho, sem ninguém do meu lado, mesmo rodeado de pessoas, e eis que recebo uma mensagem dele. Pensa na felicidade da criança quando leu aquelas palavras. Mas ele é assim mesmo, um amigo muito abençoado, cheio de vida, que preza muito sua família.
 Até hoje, guardo a primeira mensagem que recebi dele e é assim: "Somente o amor é capaz de transformar todas as realidades e de fecundara vida nova no nosso coação. Boa noite!"Amigo igual a você, Antônio dos Santos Júnior, são muito poucos. E eu sou sortudo em ter você como meu melhor amigo, não, minto, não é melhor amigo, mas é meu irmão, meu maninho!! Te amo muito cara, que você viva muitos anos, me trazendo muita alegria e conforto, pois eu confio completamente em você. TE AMO MANINHO!!!!!
Deixei uma pequena música para você ouvir, porque ela é reflexo de toda nossa relação AMIGO-IRMÃO: deixarei a letra e a música.



AMIGO, IRMÃO
Anjos de Resgate

Colhendo os sonhos que Deus plantou
No solo fértil do seu coração
Vejo dor, mas também vejo esperanças,
Que o Senhor depositou em suas mãos.
Eu sempre estarei ao lado sei
Mesmo longe acredite: sou eu!
Corações que o Senhor Deus escolheu
Para serem eternamente irmãos.

Os amigos são pra sempre quando vivem como irmãos
Quando deixam que o Senhor seja o Deus dessa união
Nessa vida só não basta para o mundo compreender
Que o amor que Deus nos dá nos faz irmãos.

Com a fé e o amor que Deus lhe deu
Fluirá do seu viver uma geração
E cantaremos juntos tudo o que você viveu
Porque Deus nos fez irmãos!
Eu sempre estarei ao lado seu
Acredite, mesmo longe: sou eu!
Corações que o Senhor Deus escolheu
Pra pulsarem juntos como irmãos.



O Segredo do Rosário


São Luís Maria Grignion de Montfort
Com aprovação dos Padres Missionários Monfortinos
Livro de 1997 - 99 págs


  Nesta obra, Montfort deixa conhecer o zelo missionário e o seu extraordinário amor à Virgem  através da oração do Santo Rosário.

  Para S. Luís de Montfort, o Rosário não é somente um modo de oração fácil, que pode ser feita por qualquer pessoa, mas um caminho espiritualmente seguro dentre as formas mais elevadas de união com DEUS, em JESUS por Maria.
  Percebemos que na sociedade moderna muitas pessoas estão redescobrindo o terço. A meditação e a contemplação dos mistérios salvíficos continuam sendo o modo de oração mais procurado pelos cristãos católicos.
  No Segredo do Rosário S. Luís Maria de Montfort expõe, de modo prático e didático, os  motivos e as formas para se rezar o Rosário de Maria, e ainda mais, nos conta a história do Rosário, animando-nos à oração, falando dos inúmeros exemplos de grandes santos e místicos que, no seu tempo, já o rezavam alcançando muitas graças.
  Aproveite bem deste livro. Você, com certeza, não vai contentar-se por lê-lo apenas uma vez.  Reze com carinho, orientado por S. Luís de Montfort. A oração feita com perseverança ajudará você a encontra-se com o SENHOR e a servi-lo, principalmente na prática da justiça e da  solidariedade, indispensáveis na vida de todo cristão.
Na festa da Anunciação de Nossa Senhora
João Monlevade, 25 de Março de 1997.
Pe. Luiz Augusto Stefani

Por favor, faça todo o possível para que este livro vital seja mais vastamente conhecido, comprando/enviando cópias extras para dar aos seus amigos, parentes e conhecidos. Trata-se  da Salvação das Almas e da Paz no Mundo.

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sábado, 16 de junho de 2012

A música era sua paixão

A um tempo, venho querendo escrever algo sobre esta história verídica, que virou um livro e posteriormente um filme. A história se passa entre os anos de 1939 a 1945, durante a II Guerra Mundial. Ela se passa em Varsóvia, capital da Polônia, iniciando-se no momento de sua invasão pelos alemães. Há medida que a história vai passando, o protagonista, Wladislaw Szpilman narra cada atrocidade e dificuldade pela qual ele passou.
Mas primeiro, deixa eu contar um pouco sobre quem é o Wladislaw. Bem, ele era um pianista, que trabalhava na Polskie Radio, era judeu e estava tocando o "Noturno em dó menos" de Chopin no momento exato das bombas nazistas sendo jogadas na cidade. Foi um sobrevivente do Gueto de Varsóvia, que logo irei comentar e lutou contra a fome e frio durante meses, em uma desesperada tentativa de sobrevivência.
O livro, assim como o filme, mostra as humilhações pelas quais os judeus tiveram que passar, como seus bens sendo fiscalizados, sendo que teriam que ter uma quantia máxima de slotz (a moeda deles). Além disso, teriam que usar faixas brancas no braço, com uma estrela de Davi azul, medindo 8cm de ponta a ponta. Ora, que é isso?? Eles estavam agora sendo rotulados. Até onde foi parar a humanidade e sua sensibilidade? A vergonha era tamanha, que eles preferiram ficar em casa, sem trabalhar, saindo de seu refúgio da vergonha apenas quando fosse realmente necessário, como comprar comida. No filme ainda foi mostrado uma cena que não havia no livro, como a do pai idoso do protagonista, que foi forçado por um alemão a andar na sarjeta, que, segundo o "vilão", era o lugar dele.
Vendo cada cena dessa, vejo que realmente a humanidade não tem como ser salva. Não merece perdão pelos seus atos. É ridículo ter que dizer que faço parte dessa espécie, como um semelhante meu pode fazer atos tão maldosos e preconceituosos. E olha que hoje em dia, aquele que dizia que era seu amigo faz coisas até piores que os piores nazistas.
Após um tempo vivendo assim, os judeus foram obrigados a viverem num Gueto, que logo ficou conhecido como o maior Gueto da Polônia. Só para explicar, os guetos eram lugares em que os nazistas concentravam os judeus, para não se misturarem com os arianos. Lá, as condições eram piores que os nossos mais piores pesadelos. Ironicamente, a maioria da população do gueto morreu de fome, enquanto outros enriqueciam com contrabando e certo monopólio de produtos.
A sem vergonhice era tamanha, que tocando piano para essa corja em um café, Wladislaw foi obrigado a parar de tocar, só para que um ricaço podia jogar suas moedas na mesa e poder ouvir o som que elas faziam ao bater contra a superfície. Por favor né meu povo, cadê a humanidade e a solidariedade para outros que estavam suplicando algumas gotas de água, ou uns grãos de arroz, ou migalhas de pão.
Pois bem, não comentarei mais a história, deixarei que vocês assistam ao filme. Entretanto, o filme, assim como o livro, é cheio de momentos tocantes. Como o de um homem que não era judeu, mas vivia no gueto, com a intenção de ajudar as crianças mais pobres e realmente ele o conseguiu, criando-as em um orfanato. Porém, no momento em que a população do gueto ia ser evacuada e ele ia ser poupado, mas decidiu ir junto de suas crianças, por livre e espontânea vontade. O trecho do livro nessa parte é assim:

"Ele teve muita dificuldade em convencer os alemães de que desejava acompanhar-las de livre e espontânea vontade. havia passado vários anos da sua vida com elas e, agora que estavam embarcadas para o seu destino final, não queria deixa-las sozinhas.queria tornar essa viagem mais fácil para elas. explicou aos órfãos que deveriam estar  contentes, pois estavam sendo levados para uma fazenda. finalmente eles iriam trocar aqueles muros tenebrosos e fedorentos opor campos cobertos de flores, por fontes de de água pura onde poderiam banhar-se, por florestas cheias de frutas silvestres e de cogumelos. mandou que se vestissem como para uma festa, e eles, cuidadosamente vestidos e radiantes, colocaram-se, em pares, no pátio do orfanato. 
A pequena coluna era comandada por um homem da SS que, como todo alemão, amava as crianças- principalmente aquelas que iria despachar para o outro mundo. Gostou sobretudo de um menino de uns 12 anos – um violinista com seu violino debaixo do braço. Colocou-o na frente da coluna e mandou-o tocar.
Quando dei com eles na rua Gesia, as crianças, sorridentes, cantavam em coro, acompanhadas pelo pequeno violinista, enquanto Korczak carregava nos braços os dois mais jovens, também risinhos, e contava-lhes algo muito engraçado. 
Estou convencido de que, já dentro da câmara letal, quando o gás sufocava as traquéias e o medo tomava o lugar da alegria e da esperança no coração dos órfãos, o Velho Doutor lhes sussurrava, com as suas últimas forças: 
- Isto não é nada, meus filhos! Isto não é nada… – desejando poupar seus pequenos protegidos do medo da passagem da vida para a morte."

Bem tocante né? Infelizmente, o que mais me chocou é que mesmo é que é uma história VERÍDICA. Cara, que crueldade. Mas é com lágrimas nos olhos, que digo, ou melhor, escrevo que mesmo diante de tanta crueldade, a humanidade merece ser punida, mas não devem ser esquecidos, aqueles que mostraram compaixão, que deixaram o preconceito de lado e decidiram ajudar. Sejam pobres crianças ou não. O próprio autor não sobreviveria se não fosse pela ajuda de amigos arianos. Mas cara, a situação ali estava tão crítica que até os próprios judeus se entregavam, estava tudo um caos.
Ao ler, me encontrei com o personagem. Se fosse eu, não seria o que aconteceria comigo, principalmente ao me salvar e ver minha família indo para a morte. Não consigo imaginar minha família morrer. Não consigo ver tanta gente infeliz, que logo desabo. Estou já tão acostumado com dormir sossegado, de barriga cheia. Não consigo pensar que isso ocorreu e que podia ter sido comigo.
Ler sobre o Holocausto me faz pensar muito sobre a natureza humana, sobre a essência do nosso espirito e sobre a importancia das decisões e ações que tomamos. Não é apenas sobre ver a postura cruel e desumana que alguns adotaram, mas também sobre as pessoas que arriscaram suas vidas para ajudar ou simplesmente confortar outras, é sobre pensar a respeito do que os seres humanos são capazes, para o bem e para o mal. Talvez não seja o tipo de leitura que agrade a todos os públicos, mas acho que é, ainda assim, recomendável para todos.
E assim encerro o texto, dizendo que mesmo diante de nossos problemas, tem gente que passou por piores, e que atualmente, tem gente passando ainda por tais problemas. Mas voltando pro contexto da história, gostaria que todos pudessem procurar pelo menos o filme e se emocionar com a história e perceber que não é só você que tem problemas.
Wladislaw Szpilman morreu em julho de 2000, com quase 89 anos.






Na barra ao lado, deixei uma cena do filme, em que ele toca no piano.